Oficina do Sorriso:
Construindo uma vida mais saudável para todos
Por Anderson L. Almeida; Elaine M. Oliveira; Victor M. Ladewig
RESUMO
Nós, alunos de Odontologia, como iniciantes em uma profissão de compromisso social, fomos orientados a fazer este trabalhoocial para que conseguíssemos não apenas transmitir informações, mas seria enfrentar as dificuldades com consciência da responsabilidade pessoal e das possibilidades de transformar. Para isso, tentamos nos aproximar das crianças mais como amigos do que como educadores. Tivemos a chance de trocar experiência com as crianças sobre meio ambiente e orientá-los em relação à saúde oral, sempre falando de assuntos sobre o cotidiano, como vestibular, profissões, diversões, futebol, etc. A metodologia desenvolvida nas atividades educativas foi com o objetivo de fazê-los se sentirem fora da sala de aula, para isso nós separamos a sala em grupos e tivemos uma conversa casual sobre os temas propostos no trabalho. Quando possível, usamos bonecos, escovas gigantes e cartazes bem coloridos para diverti-los e informá-los. O resultado disso foi um semestre muito especial para nós, e acreditamos que para as crianças também. No decorrer do trabalho, quando chegávamos na escola, todos pediam para irmos em sua sala, demonstraram que estavam interessados e animados com o nosso trabalho. Inclusive, na época do dia dos professores, fizeram um cartaz com os nossos nomes, o que sem dúvida, foi um dos momentos mais gratificantes para nós. O projeto foi realizado na Escola Municipal Padre Antônio Henrique, na Ilha do Leite, Recife, em parceria com a Universidade de Pernambuco e com o Programa Educação Popular, Inclusão Social e Saúde (PRODUSA).
Palavras Chaves:
Educação para a saúde, saúde publica e preventiva, extensão universitária.
INTRODUÇÃO No Brasil em geral, grande parte da população é afetada por problemas sócio – econômicos que refletem diretamente no seu estilo de vida e na sua saúde. O nordeste é, em especial Pernambuco, um dos pólos da problemática da saúde nacional, tendo em vista que as condições de moradia, alimentação, saneamento e higienização são precárias e acarretam uma diminuição da qualidade de vida e da saúde populacional. A má qualidade do sistema de saúde pública também contribui de forma significativa para o aumento das patologias em geral e nelas estão inclusas as doenças orais, que são o ponto determinante do início de uma boa saúde. Tendo conhecimento dessa realidade a Universidade de Pernambuco apresenta e o PRODUSA - Programa Educação Popular, Inclusão Social e Saúde propõe aos acadêmicos a estruturação de vários projetos sociais de ensino, pesquisa e extensão para orientação da população assistida pelos mesmos: organizações não governamentais, escolas municipais e estaduais com projetos sociais, na busca de uma melhoria das condições da saúde geral e mais especificamente da saúde oral que, por falta de orientação sobre o procedimento correto de higiene bucal como o uso da escova e do fio dental, são afetadas por doenças que poderiam ser totalmente prevenidas. O descaso e a falta de informação por parte da população determinam um modelo de sociedade socialmente doente economicamente frágil e humanamente mutilada. A população apresenta os mais diversos problemas de saúde que se iniciam na instalação da doença cárie desde a infância, até o câncer de boca, problemas da gengiva, de posição de dentes, de mau hálito, como problemas sociais e de relacionamento pela descuido ou impossibilidade de tratar da aparência. Nosso trabalho é universalizar a idéia que a saúde é muito mais prevenção do que tratamento e que problemas sociais podem ser evitados com procedimentos básicos de higiene.
METODOLOGIA
As atividades foram distribuídas por grupos de trabalho em diversas escolas da Rede Pública Estadual e Municipal da Região Metropolitana do Recife. O local selecionado foi a Escola Municipal Padre Antônio Henrique localizada no bairro Ilha do Leite na cidade do Recife. A visita ao local para reconhecimento e saber as condições de trabalho e elaborar um diagnóstico inicial, como por exemplo, faixa etária das crianças, conhecer sua realidade e suas necessidades, foi o primeiro passo. Eram um pouco mais de 200 crianças e adolescentes, com idade de 08 a 16 anos, com vidas bem díspares. Alguns não tinham sequer água encanada, enquanto outros só estava estudando em escola pública como castigo por não terem tirado boas notas no colégio particular. Em relação à estrutura física, achamos que, para uma escola pública, suas instalações eram boas. Havia espaço para as crianças recrearem, a entrada, além de bem ventilada, estava com vários cartazes educativos feitos pelas próprias crianças e as salas, apesar de um pouco escuras, eram grandes. Procuramos então pelo diretor e ele nos informou que a escola trabalha com uma turma de crianças surdas e uma de ouvintes, de 5ª a 8ª série, além de uma turma de crianças surdas de 1ª a 4ª séries. Fomos orientados pelos próprios professores a trabalhar apenas com as turmas de 5ª a 8ª série, pois disseram que não conseguiríamos passar nada de relevante para eles, pois em geral eram alunos bastante dispersos. Fomos então nas salas que nos foram indicadas, em cada uma dividimos os alunos em 3 grupos, de modo que cada um de nós pode conversar com mais ou menos 12 crianças. Mantivemos uma conversa casual, sempre abordando assuntos como futura profissão, assuntos do dia a dia, para que não nos vissem como professores, mas sim como amigos, porém sempre chamando atenção quando conversavam muito, para não perdermos o respeito, dar a impressão que estamos lá apenas para brincar e faze-los perder aulas. Feito isso, montamos um cronograma realizaríamos as atividades com as 8 turmas (5ª a 8ª série, ouvintes e surdos) sobre os seguintes assuntos: meio ambiente e saúde oral e, em outra oportunidade, após o fim do projeto, nos comprometemos em voltar lá para conversar sobre drogas e sexualidade.
Porém, não estávamos satisfeitos, não queríamos abandonar as crianças de 1ª a 4ª série, então pensamos em chamar os pais deles, pois poderíamos passar-lhes o que iríamos passar para as demais crianças e eles passariam aos seus filhos. Marcamos ainda um dia para falar com os professores.
RESULTADOS
Ao final do trabalho, tínhamos a clara sensação de que conseguimos atingir nossos objetivos, infelizmente, não com todas as crianças, mas com a grande maioria. Não conseguimos tirar deles a impressão de que somos professores, mas deixamos a de que somos amigos. Durante todo o projeto, conseguimos perceber que eles tinham aprendido algo, pois sempre voltávamos no assunto da última visita. Acreditamos que conseguimos também proporcionar para os alunos um momento de descontração, onde rimos, e aprendemos uns com os outros. Vimos que, apesar de terem tido aula sobre preservação e saberem o que deve ser feito, não tinham a consciência de que poderiam ser diretamente afetados. Conseguimos mudar isso, mostrando os problemas que atinge cada um diretamente e questionando-os sobre o que poderia amenizar isto. E m relação à saúde oral, a maioria afirmou que já tinha sido orientadas, e realmente, sabiam o que devia ser feito, o problema é que faziam com pressa, logo, mal feito. No final, vimos que todos se divertiam enquanto escovavam os dentes, usando escovas novas e “movimentos engraçadinhos: alinhado atrás e bagunça geral na frente”. Esperamos que tenham levado isso para casa. Nas turmas de alunos surdos , o trabalho foi muito gratificante. Foram as turmas mais atenciosas. No começo achávamos que seria complicado se comunicar com eles, mas contamos com a ajuda dos professores, que traduziam para Libras (Língua Brasileira de Sinais) o que falávamos.
DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
MEIO AMBIENTE E LIXO – 5ª SÉRIE E 6ª SÉRIE
Nossa proposta foi uma conversa sobre meio ambiente com os alunos das 5as e 6as séries.
Na primeira turma de 5ª série com alunos ouvinte, pedimos aos alunos que colocassem as cadeiras em círculos. Como é uma turma bastante dispersa, não começamos falando e sim, perguntando o que eles sabiam sobre preservação. Eles responderam que não se deve jogar lixo no chão, e percebemos que faltava consciência ambiental em grande parte do grupo. Muitos disseram não se importar com o lixo ou mesmo com a água. Discorremos um pouco sobre poluição do ar e o que fazer com o lixo. Nesse ponto, a turma se mostrou bastante interessada, principalmente quando eles descobriram o tempo que vários materiais demoram para se decompor (sumir*). Inclusive, pediram o cartaz que demonstra esse tópico, para ser colocado na sala de aula.
Na 5ª série especial com alunos surdos, o assunto foi abordado apresentando noções de preservação ambiental, poluição do ar, rios e solo, coleta seletiva de lixo, tentamos mostrar a importância da preservação e dos recursos naturais recomendando a economia de água e energia e informando-lhes sobre as conseqüências da escassez desses recursos e os efeitos do uso indiscriminado de ar-condicionado e CFC’s e da poluição causada pela industrias e automóveis. A turma mostrou ter noções de poluição mas a maioria admitiu não economizar água e eletricidade e não praticarem a coleta seletiva, e como toda turma especial mostrou um grande interesse em aprender sobre os temas que abordamos e a por em pratica o que foi falado.
Na 6ª série com alunos ouvinte as crianças estavam mais interessadas do que imaginávamos. Prestaram bastante atenção e algumas reações com certos assuntos, como por exemplo, surpresa quando foi falado sobre efeito estufa; eles não conheciam sobre o assunto e nem suas conseqüências. Fizeram perguntas sobre efeito estufa e principalmente chuva ácida, pois não tinham conhecimento do assunto. A conversa foi tranqüila, mas no final admitiram que muitas coisas eles já sabiam, só não tinham conhecimento dos problemas que podiam causar e como poderiam ser afetados diretamente.
A 6ª série especial com alunos surdos estava na aula de informática, por isso, preferimos ir à outra semana, a fim de não atrapalhar as atividades. No lugar dela, fomos à 8ª série especial com alunos surdos . Foi recompensadora a maneira como eles prestaram atenção e se mostraram interessados em saber, aprender, discutir o máximo possível sobre os temas. A professora foi muito solícita e transmitiu a eles em Libras tudo o que era dito e nos dizia o que eles perguntavam. Quiseram saber sobre o efeito estufa e sobre o buraco na camada de ozônio. Aí, percebemos quanto eram carentes de informação a esse respeito. Para facilitar a comunicação, íamos desenhando tudo o que explicávamos. Era tão grande o interesse dos alunos, que alguns chegaram a levantar e foram ao quadro desenhar também. Num determinado momento, uma aluna perguntou o que havia acontecido no céu na sexta-feira anterior, porque “o céu havia escurecido?”. Fizemos uma breve explicação sobre o eclipse solar (quando a lua fica no meio da Terra e do Sol, fazendo uma sombra na Terra*) que aconteceu, também por meio de desenhos e sempre com a ajuda da professora. Ao fim, quando falamos de lixo, demora na decomposição de materiais, poluição e preservação da água, eles cobraram atitude do governo, participação, se mostraram indignados com o descaso dos governantes. Concluímos dizendo que, embora seja extremamente necessária uma maior atitude por parte do governo, a atitude deve começar de nós mesmos.
MEIO AMBIENTE E LIXO – 7ª SÉRIE E 8ª SÉRIE

Finalmente, encontramos as 7as e 8as séries e demos continuidade às conversas sobre meio ambiente e lixo.
Na 7ª série com alunos ouvinte, dividimos a turma em dois grupos, dispondo-os em círculos. Foram abordadas as mesmas questões mencionadas anteriormente. São bem esclarecidos quanto ao lixo, esgoto, mas não se preocupam muito com estes temas. Alguns souberam dizer mais ou menos o que é o efeito estufa, mas tivemos que dar mais algumas informações, dizendo os efeitos do aumento da temperatura e da poluição para a saúde. Quanto à camada de ozônio, eles não tinham muita certeza sobre o que é, mas já haviam ouvido falar sobre o buraco e sobre o aumento na incidência do câncer de pele relacionada a ele. Conversamos sobre os inúmeros produtos (sprays, geladeiras, ar-condicionados) que contêm o CFC (é um gás que usam e que acaba com o ozônio*) que destrói a camada de ozônio, e sobre o fato de muitos produtos já não utilizarem esse gás. Perguntamos se economizavam água em casa, se sabiam que os esgotos podiam ser tratados (pergunta interessante que nos fizeram: “e vão jogar o esgoto onde?”). Muitos reclamaram de a água só chegar em suas casas em determinados dias, e outros que não “se lembravam” de fechar a torneira e o chuveiro enquanto escovavam os dentes ou se ensaboavam. Recomendamos a adoção desses hábitos para economizar água, para que outros possam usufruir dela. Sobre lixo, falamos da decomposição e do amontoamento em locais inapropriados. Falamos um pouco sobre o desmatamento que está sendo feito para dar lugar às plantações de soja e sobre seu principal efeito: a perda da biodiversidade (plantas e animais que entram em extinção, somem*). No geral, são mais interessados e procuraram mostrar o que sabem.
A 7ª série especial com alunos surdos foi uma a turma especial mais dispersa até agora. Mesmo com uma enorme ajuda da professora Leila, várias pessoas que passavam pelo corredor botavam a cabeça para dentro da sala para ver e tirava a atenção da turma. Depois que a professora fechou a porta e os alunos que passavam haviam voltado para a sala a conversa correu de maneira muito boa. Surgiram inclusive perguntas sobre cigarro e drogas e em geral, se a fumaça também prejudicava o meio ambiente. Respondi de forma resumida que o maior prejuízo é para o organismo, pois a fumaça contem muitas substâncias químicas prejudiciais e disse que seria o assunto da nossa próxima visita. A conversa foi evoluindo e as deficiências dos estudantes em relação a assuntos como efeito estufa e reciclagem foram aparecendo. Junto com isso, o interesse e a curiosidade também apareceram, com alguns alunos se levantando e indo ao quadro para apontar alguma coisa no desenho. No final, a conversa estava bastante agradável, seus olhos estavam fixados no que eu falava. Foi até gratificante para mim, pois senti que consegui conquistá-los com o assunto. Tentei passar a idéia de que pode parecer pouco apenas eles contribuírem para a limpeza do ambiente, mas que se eles passarem isso para os seus pais, e metade dos alunos que nós conversamos sobre o assunto fizer o mesmo, já seria um bom começo.
A 8ª série com alunos ouvinte também foi dividida em dois grupos e a conversa tomou um caráter de debate, com inclusões até de assuntos como política. Como o assunto era meio ambiente, a turma falou sobre o passeio que fizeram ao Marco Zero, pois alguns alunos foram também numa balsa ver o estado do Rio Capibaribe. Aproveitamos para dizer que embora o rio esteja poluído e morrendo, pode ser salvo, a exemplo do Rio Tamisa, na Inglaterra. Alguns conheciam o exemplo (alguns comentaram: “dá até para beber a água de lá”) e disseram que isso deveria ser feito aqui e no Rio Tietê, em São Paulo. Uns mostraram não se preocupar em preservar água em casa. Foram vistos os extremos, enquanto esse grupo esbanja água em casa, uma das meninas afirmou não ter água em casa, que “só chega às vezes”. Chegamos (nós e a turma) à conclusão que, se esses que não se preocupam em economizar tivessem consciência, outros (como a menina citada) não teria a falta de água em casa. Também não conheciam o efeito estufa, só sabiam que “não é bom emitir gases poluentes no ar”. Como nas outras turmas, discorremos sobre o efeito estufa e, ao sentir o interesse, falamos também sobre o Protocolo de Kyoto (um acordo que os países do mundo estão fazendo para parar de poluir o ar*) e sobre chuva ácida (chuva que fica cheia de gases que queimam e corroem a pele, as construções*). Sabiam sobre a camada de ozônio e os efeitos do aumento do seu buraco. Ao falarmos sobre lixo, demos ênfase à reciclagem, assunto que também foi abordado nas outras turmas, e dois meninos comentaram que “dava para ganhar dinheiro vendendo latinha”. Quando perguntamos sobre o que podiam dizer sobre o efeito do lixo, falaram dos efeitos do acúmulo em locais inapropriados, a demora na decomposição... Dissemos que o lixo, inclusive, quando jogado na rua, tende a entupir as saídas de água, causando enchentes quando chove (tema questionado por um dos alunos). Foi uma das turmas mais produtivas.
A 6ª série especial com alunos surdos, que visitamos hoje no lugar da 8ª série, a turma se mostrou bem entusiasmada com o assunto, em partes devido ao boneco e a escova gigante que levamos. Esse método demonstrativo foi de grande valia, junto com os cartazes, e eles compreenderam muito bem. Falamos sobre o que cada grupo de dente faz e como os restos de comida servem de “alimento” para as bactérias. Deram sua opinião sobre a escovação, alguns disseram ter medo de usar fio dental, para não se cortar. Aí, foram mostrados cartazes com a maneira correta de se usar fio dental e como prevenir as cáries. Depois, com muito interesse, viram como fazer uma escovação correta. Nossa cobaia foi o boneco. Para finalizar foi levantada a questão da gengivite e de como tratá-la. Essa turma foi bastante atenciosa e curiosa.
* Termos utilizados em substituição para facilitar o entendimento
SAÚDE ORAL – 5ª E 6ª SÉRIES

Nesse dia começamos nossa conversa com os alunos sobre higiene e saúde oral. Levamos para a escola dois bichinhos de pelúcia com todos os dentes de porcelana e duas escovas gigantes (fizeram muito sucesso), além de 2 cartazes e 2 painéis. Nesse dia começamos pela 6ª série, pois nesse horário a 5ª série estaria na Ed. Física.
A 6ª série com alunos ouvinte estava bastante agitada. Adoraram o bichinho e todos queriam ficar com ele durante a conversa. Aproveitamos-nos disso para chamar a atenção deles para o que nós estávamos falando. Ficamos com ele e dissemos que no final iríamos chamar alguns alunos para mostrar no bichinho de pelúcia como se faz a escovação correta dos dentes. Começamos explicando de uma maneira geral como se forma a cárie: uma bacteriazinha que fica na nossa boca se alimenta dos restos de alimentos que ficam nos dentes, ficam mais fortes com isso e produzem substâncias que fazem buraquinhos nos dentes. Depois falamos dos sinais que o nosso corpo dá dizendo que nossa boca não está totalmente limpa, como por exemplo halitose, placa bacteriana e a gengivite, explicando cada um desses temas. Foi impressionante o número de crianças que levantaram a mão quando perguntamos quem tem sangramento na boca quando está escovando os dentes. Para concluir esse assunto mostramos algumas fotos de bocas com dentes cariados. Começamos então a falar da prevenção. Para isso perguntamos quem escova os dentes 3 ou mais vezes por dia, apenas dois ou três alunos não levantaram a mão. Isso contradizia o fato de muitos terem sangramento durante a escovação e de que “quando passa o dedo no dente sente ele áspero”, como disse um aluno. Mostramos no bichinho de pelúcia com ajuda da escova gigante a maneira correta de fazer a escovação e depois perguntamos quem sabia que era pra fazer daquele jeito, todos levantaram a mão. Mas quando perguntamos quem fazia, só um ou dois levantaram. Disseram que não faziam porque demorava muito, porque tinham preguiça, etc. Então voltamos ao assunto cárie. Mostramos novamente as fotos e tentamos conscientizá-los de que é melhor perder alguns minutinhos escovando os dentes do que várias horas indo ao dentista para tratar de um dente cariado. Falamos ainda sobre o uso do fio dental. Para finalizar, chamamos alguns alunos para explicar para a turma no boneco a maneira correta de escovar os dentes. Gostaram muito da idéia!
A 8ª série especial com alunos surdos, que visitamos dessa vez por ter ido na 6ª especial da ultima vez, por ter uma maior faixa de idade interagiu mais com o que falávamos e alguns alunos em vários momentos fizeram perguntas e falaram o que pensam sobre determinado assunto. O assunto foi abordado de modo a falar primeiro de modo geral da cárie, passando pelos problemas que ela causa. Depois falamos sobre higiene e pra finalizar outros problemas como gengivite. A maioria tinha noção do que foi falado e disseram já por em prática o que falamos em relação a higiene.
A 5ª série com alunos ouvintes foi meio tumultuada. As crianças só queriam ficar brincando com os bonecos. Para resolver isso, prometemos que depois que agente falasse tudo que tinha pra falar, quando fosse usar os bonecos íamos chamar os próprios alunos pra ensinar nas “cobaias” como se escova os dente. Ajudou, mas não resolveu. Falamos sobre os assuntos abordados nas outras salas “aos trancos e barrancos”, mas quando chegou na hora de mostrar a correta escovação foi ótimo. Todos prestaram atenção, talvez porque pelo fato de um colega deles estar falando na frente, mas com certeza pra gente chamar pra ir ficar com o boneco também.

A 5ª série especial com alunos surdos se comportou de maneira exemplar durante a conversa. Dessa vez contamos com a ajuda de uma intérprete. Comecei falando sobre a formação da cárie; tinham uma idéia geral sobre o assunto. Depois falei sobre alguns outros problemas da má escovação e todos pareceram bastante interessados. Perguntaram sobre a gengivite e porque o cigarro prejudicava os dentes. Mostrei os painéis para eles, pois os professorem falaram que quanto mais figuras mostrasse para essa turma melhor seria. No final, acho que consegui mostrar para eles a importância da higiene oral tanto na parte da saúde quanto na parte social.
SAÚDE ORAL – 7ª SÉRIE E 8ª SÉRIE
A 8ª série com alunos ouvinte foi a melhor turma que pegamos nessa parte do assunto. Resolvemos trocar os bichinhos de pelúcia por duas bocas articuladas, pela idade deles e porque achamos que seria mais fácil de se concentrarem em nós. E realmente, foi excelente. Prestaram bastante atenção, trouxeram as bancas para mais perto para ouvirem melhor, participaram... Falamos, como nas outras turmas, sobre como se forma a cárie, placa bacteriana, gengivite e halitose. Terminamos a palestra falando sobre maneira correta de escovação e uso de fio dental. Alguns disseram que não escovam os dentes assim, outros disseram que só às vezes. Afirmamos e tentamos conscientizá-los que é melhor perder uns minutinhos na frente do espelho do que noites de sono com dor de dente e dias indo ao dentista. No final, também fizemos uma inspeção de cavidade oral, quase nenhum apresentava cárie, e os que tinham se mostraram bastante preocupados, perguntando se tinha que ir ao dentista, se escovando melhorava, etc...
A 7ª Série com alunos ouvinte também foi muito atenciosa. Prestaram bastante atenção enquanto falávamos. Seguimos o mesmo roteiro que nas outras salas. Fizeram algumas perguntas, como por exemplo se quem usa aparelho tem que escovar os dentes também. Mostraram-se preocupados e interessados. Muitos disseram que usam o fio dental, mas não em todos os dentes pois quando começam a usar a boca começa a sangras. Foi uma turma bem tranqüila.
A 7ª e 8ª séries especiais com alunos surdos foram colocadas numa mesma sala. Parecia que estavam aguardando por esse assunto. Assim que entramos, antes de começar a falar realmente, ficaram fazendo perguntas. A palestra foi dada, todos prestando bastante atenção. Foram ao quadro para desenhar, perguntar e questionar em relação ao uso de flúor e se mostraram conhecedores do fio dental. Essa turma fechou o excelente e proveitoso dia que tivemos na escola.
O MUTIRÃO DE HIGIENE BUCAL
Objetivos desse Trabalho Prático:
- Realizar praticamente o que se foi passado em sala de aula na forma de aprendizado, utilizando bonecos com arcadas dentárias artificiais.
- Verificar se o aprendizado foi bem sucedido.
- Fazer uma vistoria mais fácil da cavidade oral das crianças já que a atividade proporcionaria um ambiente melhor e uma maior facilidade de visualização pelo fato das crianças já estarem de boca aberta e sem a inibição da vergonha por já estarem no ambiente de limpeza oral.
- Aconselhar a procura do Dentista no caso de observação de cáries e problemas relativos à saúde oral.
Local da Prática: Banheiros feminino, dos professores e do 2º andar
Material utilizado: escovas anatômicas infantis, creme dental e fio dental.
Na 5ª e 6 ª séries, as crianças da mostraram o mesmo padrão de comportamento, consideramos que devido às idades aproximadas. Foram bem participativas na atividade, mostrando interesse em pegar o material de escovação e foram bem dispostas a realizar a atividade. No local da prática observou-se que eles aprenderam o conteúdo da aula, mas não o faziam da forma correta por terem pressa em terminar rápido a escovação e por não aplicarem a força adequada para a remoção dos restos de alimentos na superfície oclusal dos dentes. Após a escovação a maioria se sentiu incomodada ao fazer a utilização do fio dental por dizer que doía na utilização e por não saberem usar corretamente. No geral a maioria se saiu bem e gostou da atividade.
Na 7ª série o trabalho foi bem mais satisfatório que as outras turmas pois os alunos tinham uma maior faixa etária e seguiram à risca o que foi passado em sala de aula anteriormente. Alguns deles relataram o cuidado que tem com sua saúde oral mostrando que freqüentavam constantemente o dentista pelo fato de usarem aparelhos ortodônticos e a maioria deles usou o fio dental e não se queixavam de dor ou sangramento gengival. A 7ª série foi a melhor turma a participar da atividade.
Na 8ª Série, esta turma por questões de idade teve um pensamento que o trabalho realizado era vergonhoso para eles, mostrou-se encabulada e a grande maioria recusou-se participar da atividade. Dos três grupos formados houve um grupo em que só participaram da atividade 4 alunos, ainda alegando que era uma situação indesejada para eles. Mas os poucos alunos que realizaram a atividade se saíram bem e realizaram a atividade nos padrões em que a atividade foi demonstrada em sala de aula.
ENCONTRO COM OS PAIS E/OU RESPONSÁVEIS PELAS CRIANÇAS DE 1ª A 4ª SÉRIES
Por meio das crianças, enviamos um ofício convidando os pais a comparecerem na escola, pa ra conversar sobre seu filho, nos conhecer e assim podermos desenvolver nosso trabalho com mais propriedade pela proposta de co-responsabilidade desde os alunos, os professores mais e principalmente, envolvendo a família dos alunos. Tivemos excelentes resultados com as mães que comparecem todos os dias, fizemos o convite pessoalmente, além de, na saída das salas de aula e nos períodos de intervalo, termos tido conversas surpreendentes e até mesmo relatos emocionados de algumas delas com relação aos nosso trabalho desenvolvido com seus filhos.
Na primeira vez que nos encontramos, reunimos mães e pais no pátio da escola, e tivemos uma manhã agradável de conversa, onde pudemos ver o caráter encorajador do papel que representamos para eles. Por meio de algumas perguntas e de nossa reação às respostas, foi iniciada uma espécie de debate com temas aleatórios, cujo interesse partisse das famílias, procuramos mostrá-los o quanto seus filhos e filhas têm sonhos como toda criança os tem, mas principalmente, que eles possuem potencialidades e capacidades para realizá-los, tanto ou mais que qualquer um de nós, desde que estimulados de forma correta, com freqüência e intensidade adequados.
Segue-se um breve relato da entrevista.
Como é seu relacionamento com seu (sua) filho (a)?
A maioria das mães e alguns pais responderam que permanecem a maior parte do tempo, senão o dia inteiro, com seu filho ou sua filha. Muitos estão ali, presentes, participando da vida do filho, tanto social como escolar. Uma das mães disse o seguinte: “Deixei o meu trabalho e montei um negócio na frente de casa para ficar com minha filha.” Muitos nos disseram que seus (suas) filhos (as) são bastante carinhosos atenciosos, dizem que os amam, e procuram alegrar os pais quando percebem que estão tristes.
Quais as dificuldades que têm que enfrentar com seus (suas) filhos (as) por eles serem especiais?
Todos afirmaram sentir o preconceito da sociedade pelo fato de suas crianças não ouvirem. Encontram também a dificuldade na comunicação. Relataram a falta de respeito, especialmente em locais públicos, como ônibus, e algumas escolas regulares. A mãe C.B.O. (cuja história com a filha está abaixo registrada) contou-nos que foi matricular sua menina em uma escola religiosa, num curso de balé, pois sua filha já realizava a atividade, mostrando que o fato de não ouvir não constituiu obstáculo nenhum para seu talento e seus sonhos. Porém, a mãe saiu de lá chorando, pois a escola não aceitou sua filha. O motivo? “Elas disseram que por ela ser surda não seria aceita.” Tudo isso mostra o quanto a sociedade ainda é ignorante e o quanto ainda tem que aprender e respeitar as diferenças.
Como vocês educam seus (suas) filhos (as)?
As mães disseram ser rigorosas na educação. Fato interessante é que tratam suas crianças sem regalias e desenvolvendo o conceito de responsabilidade. Muitos presentes fizeram questão de dizer o quanto seu (sua) filho (a) é estudioso (a) e como gosta de aprender, como é independente, mostrando que seu caráter especial não o faz diferente, como nós dissemos aos pais, e sim, os tornam às vezes até mais capazes que qualquer um de nós. Perguntamos sobre a cobrança em relação à higiene, principalmente bucal, e todos afirmaram cuidar dos dentes de seus (suas) filhos (as), assim como da higiene geral. Observamos alguns deslizes, como mães que ainda permitiam o uso de chupeta em crianças já grandes. Uma delas disse que colocava mel na chupeta de sua filha, pois a menina recusava a chupeta quando ainda era bebê. Diante desse fato, marcamos nova reunião, cujo tema foi a correta higiene oral da criança.
Frase que emocionou: “Quando o primeiro dente da minha filha caiu, eu olhei e guardei o dente branquinho, sem nenhuma cárie e eu senti orgulho.”
Como é o relacionamento de seus (suas) filhos (as) com os amigos e vizinhos?
Todos responderam que encontram bastante carinho e apoio em seus vizinhos. Contaram que eles são muito solícitos e que os ajudam muito. As crianças da vizinhança gostam de brincar com eles. “As crianças ouvintes querem aprender a falar em Libras, querem se comunicar.” Muitos disseram que os vizinhos realmente acabam aprendendo a se comunicar com as crianças surdas. Fato interessante que nos relataram foi a capacidade que as suas crianças têm de compreender os ouvintes, por possuírem uma sensibilidade maior, eles compreendem as expressões, lêem os lábios, sentem as emoções. Mais de uma mãe nos disse que seu (sua) filho (a) sente quando ela está triste, mesmo que ela tente esconder, porque a criança tem uma alta sensibilidade e compreensão emocional, por ser mais atenta às expressões.
O que vocês esperam para o futuro de seus (suas) filhos (as)?
“Para o futuro dela, desejo o que ela tiver a capacidade de conquistar.”
“Quero um bom emprego para o meu filho.”
“Minha filha sonha em fazer faculdade, adora estudar!”
“O que desejo para a minha filha é que no futuro, ela reconheça o que faço por ela e me mostre que é capaz. Desejo o melhor, darei várias opções, mas ela vai escolher o que ela quer, ela vai ser o que quiser.
“Quando eu soube que ela era surda, entrei para o curso de Libras, já tenho 7 anos de Libras. Eu só tenho ela, quero me dedicar somente a ela. Minha filha dança balé, frevo, no carnaval ganha o dinheiro dela dançando frevo (nessa hora, a mãe relatou a história da recusa em um curso de dança numa escola religiosa).”
“Ela vocaliza algumas palavras, eu a coloquei na fonoaudióloga. Ela ia à ‘fono’ e quando chegava em casa eu repassava os exercícios com ela. Um dia, ela me disse: ‘mamãe, o dinheiro que a senhora gasta na ‘fono’, a senhora podia guardar, porque o que ela faz lá, a senhora me ensina aqui.’ Foi aí que eu entrei na faculdade de fonoaudiologia, estou estudando e tudo que aprendo eu ensino à minha filha.”
“Eu vou às últimas conseqüências para conseguir as coisas para minha filha.”
Com esse depoimento, finalizamos nossa entrevista. A conversa continuou e nós fizemos questão de demonstrar nossa admiração pela intensa dedicação que todos ali possuem. Dissemos que os (as) filhos (as) deles são vencedores (as), não só por encontrar caminhos alternativos devido a diferença no canal de comunicação e por seguirem em frente e mostrarem, provarem que são capazes, dedicados, talentosos, enfim, são crianças que não apenas sonham, mas que realizam seus sonhos. Diferente daquelas crianças que muitas vezes têm tudo e muitas vezes de nós mesmos. Eles nos agradeceram e disseram que a entrevista e a conversa tiveram, para eles, um valor de desabafo, que eles precisam disso, que os ouçam e os encorajem. Foi gratificante.
Para o 2º encontro, conseguimos uma sala e nos reunimos com os pais. O tema foi Higiene e Saúde Oral. Fizemos distribuição de escovas de dentes e tal como fizemos com os alunos, ensinamos como fazer uma correta escovação. Tiramos dúvidas e conversamos sobre cárie, alimentação, escovas, aplicação de flúor, uso de fio-dental. Como material, usamos arcadas dentárias articuladas, cartazes e distribuímos também um folheto com todas as orientações.
O clima foi novamente espontâneo onde conversamos e trocamos idéias, sem imposição de hierarquias de conhecimento. A orientação foi feita de uma maneira prática, o que gerou interesse surgindo duvidas e questionamentos de forma bastante produtiva trabalhamos com a informação em educação para a saúde.
ENTREVISTA COM OS PROFESSORES
Três professores se envolveram diretamente com as atividades, a eles fizemos algumas perguntas, para também refletir o lado desse profissional que faz a escola funcionar e que é o degrau fundamental na escalada do aluno.
Segue a entrevista.
O que o fez ser professor (a)?
1ª Professor (a) (20 anos) – Ensina na escola há um mês, disse que, como gostava de escrever, fez curso de letras e está ensinando na Escola Municipal Pe Henrique para se aperfeiçoar.
2º Professor (a) (49 anos) – Prestou seu primeiro vestibular para Engenharia, mas acabou passando em Matemática e fez o curso. Começou a ensinar a mesma matéria e gostou de ser professor. É professor há 12 anos.
3º Professor (a) (43 anos) – Respondeu que ensina por “falta de juízo”. Afirma que não é professora por vocação. Exerce esta profissão há 3 anos.
Defina com uma palavra como é trabalhar aqui.
“Aprendizado.”; “Estimulante.”; “Ótimo.”
Qual sua projeção para o futuro dos alunos?
“Acho que eles necessitam de mais estrutura para ter melhor ensino. Acho que o nível é baixo para conseguir entrar numa faculdade.”
“Alguns alunos conseguem alcançar os objetivos, alguns estagiários inclusive já estudaram aqui. Os que não conseguem seus objetivos (grande parte), se têm família bem estruturada, tentam conseguir emprego. Se não... Recentemente morreu um aluno baleado. Alguns que estudam juntos aqui são de comunidades rivais.”
“Acho que só a escola não dá estrutura. Para algumas crianças, o tempo que passam aqui são as melhores horas do dia. Pequena parcela vai chegar a uma universidade. Alguns alunos são muito dispersos nas aulas, mas possuem certas aptidões. São excelentes com um instrumento musical nas mãos, por exemplo; não gostam de estudar, mas tocam maravilhosamente bem. Isso poderia ser trabalhado, poderia ser aproveitado. Mas a escola precisaria de outra estrutura física para dar outras oportunidades. Estamos muito distantes do ideal. Muitos não continuam os estudos, pois estão envolvidos com projetos que a nossa escola não oferece, projetos remunerados. Muitos faltam aula se não tiverem o auxílio bolsa-escola.”
CONCLUSÃO
Os alunos da escola tinham um conhecimento muito superficial, ou nenhum sobre os assuntos abordados. Alguns motivos como a carência de recursos, reconhecemos que os alunos da Escola Municipal Padre Antônio Henrique tem uma baixa condição socioeconômica e pouca informação em educação para a saúde bucal. Também por não terem condição de promover a aquisição dos itens de higiene oral de uma forma correta, usando os três elementos básicos que são o creme dental, escova e fio dental. Acreditamos que nosso trabalho despertou a importância e o interesse dos alunos no auto-cuidado da sua saúde oral pelo fato de eles nos verem como figuras exemplares e gostarem do nosso jeito amigo e carinhoso de incentiva-los. Com certeza haverá, futuramente, um acompanhamento a essa escola. Esse é um compromisso que assumimos de hoje em diante.
ABSTRACT
We as odontology students and beginners in a social commitment profession, had been directed to this social work for that, anyway, we could not just transmit some information, but make than forget for same moments their hard reality to. So, we tried to approach ourselves like friends, not like educators. We had the chance to talk with then about environment and odontology health, and talking about others subjects to, like vest, professions, funny things, soccer, etc. We didn't teach then, each class was separated in 3 groups and had a talk with each one about the considered subjects in the work. When it was possible, we used toys, giant tooth brush and colorful posters to amuse them and inform them. In the end, we realized that the children had learned something, because we could talk with then about the subjects that in begin of semester they hadn’t so knowledge, and us could perceive the difference. This project was made in Escola Municipal Padre Antônio Henrique, in Ilha do Leite, Recife, in partner with Universidade de Pernambuco and with Program Popular Education, Social Inclusion and Health (PRODUSA). Brazil.
Key-Word: Education and health; Public and preventive health; University extension
ALMEIDA, ANDERSON L.; OLIVEIRA, ELAINE CRISTINA M. e LADEWIG, VICTOR M. são estudantes de Odontologia do Instituto de Ciências Biológicas / Universidade de Pernambuco e realizaram o presente trabalho, sob a orientação do Prof. Dr. LUIZ ALB ÉRICO B. FALCÃO, em função dos resultados obtidos por Projeto executado na Escola Municipal Padre Antônio Henrique / Ilha do Leite / Recife_PE, em parceria entre a Universidade de Pernambuco e o Programa Educação Popular, Inclusão Social e Saúde (PRODUSA).
E-mail: viamaninha@hotmail.com
ANDERSON L. ALMEIDA; ELAINE CRISTINA M. OLIVEIRA e VICTOR M. LADEWIG
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