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LIBRAS NA EMPRESA
PARCERIA EDITORA ARARA AZUL/ANDRÉA IGUMA
"A intersubjetividade ou a intercomunicação é a característica primordial deste mundo cultural e histórico."

"O mundo humano é, desta forma, um mundo de comunicação."

Empresas preocupadas com a inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais, a exemplo dos surdos/deficientes auditivos, sejam como funcionários, quanto como público, percebem a importância da comunicação com estas pessoas. É crescente a demanda por cursos de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), principalmente, frente à lei de sua oficialização nº 14.082, de 22 de abril de 2002, e a questões de acessibilidade e inclusão social (trabalho e educação).

A LIBRAS é uma língua, independente do Português, e sua função mais marcante, e dos elementos que ela abarca, é quanto à identidade. A língua é construída, transmitida culturalmente por seu povo, e corporifica as identidades pessoal e cultural, seja ela auditivo-oral ou gestual-visual.

Eis que a comunicação é imprescindível para todos, inclusive para os funcionários surdos, para que estes tenham, através de uma melhor relação, condições de não exercerem seu trabalho isolada e mecanicamente, como sempre lhes foi exigido e feito, mas que saibam e sintam sua real inserção no ambiente de trabalho oferecido pela empresa, o que é fundamental para seu desenvolvimento profissional e pessoal.

Ao ver o outro como um deficiente, nossa postura será a de assistencialismo ou a de subjugá-lo. No entanto, ao compreender a diferença do outro, é possível que se encontrem outras formas de comunicação, que não somente a oral. A comunicação partirá, assim, de uma atitude e não, necessariamente, da língua, seja ela o Português ou a Língua de Sinais.

Assim como a comunicação é uma via de mão dupla, a inclusão e a exclusão também o são. Os surdos estão compreendidos na sociedade, mas não envolvidos. Estão compreendidos, mas ainda não são compreendidos.

Neste intuito de melhor incluir os surdos no trabalho da sua empresa, a Arara Azul oferece dois importantes instrumentos:

I - Inserção da janela de intérprete de LIBRAS no vídeo institucional.

É fundamental que os surdos também conheçam a empresa em que trabalham (sua história, seus valores e missão, seus produtos). Esta atitude, a de inserir o intérprete nos vídeos institucionais, tornando a informação acessível aos surdos, faz com que estes se sintam, de fato, parte da empresa e que esta se preocupa com eles.

II - Vídeo com os sinais básicos do vocabulário próprio da empresa.

Para melhor comunicação e relacionamento entre funcionários surdos e ouvintes, o vídeo apresentará sinais básicos para uma conversação no trabalho. Para tanto, será feito um levantamento de vocabulário específico da linguagem utilizada pela empresa, dividido por áreas (RH, financeiro, médico, vendas, administrativo, etc.). A partir do contexto, a aprendizagem torna-se mais agradável e eficaz.

Alguns exemplos de aulas de Língua de Sinais Japonesa, em vídeo, que são exibidas pela NHK, que servirão como modelo:


O apresentador surdo apresenta os sinais que serão utilizados no diálogo.



A apresentadora surda retoma o diálogo e os sinais.




Vemos o diálogo simples, entre duas pessoas, primeiramente, sem legenda. Após a apresentação dos sinais e sua familiaridade, a legenda é inserida.